Confie em mim - Harlan Coben

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Título: Confie em mim
Autor: Harlan Coben
Editora: Arqueiro
Número de páginas: 320
Avaliação:♥♥♥♥
SinopsePreocupados com o comportamento cada vez mais distante de seu filho Adam - principalmente depois do suicídio de seu melhor amigo, Spencer Hill -, o Dr. Mike Baye e sua esposa, Tia, decidem instalar um programa de monitoração no computador do garoto. Os primeiros relatórios não revelam nada importante. Porém, quando eles já começavam a se sentir mais tranqüilos, uma estranha mensagem muda completamente o rumo dos acontecimentos:
"Fica de bico calado que a gente se safa." 
Perto dali, a mãe de Spencer, Betsy, encontra uma foto que levanta suspeitas sobre as circunstâncias da morte de seu filho. Ao contrário do que todos pensavam, ele não estava sozinho naquela noite fatídica. Teria sido mesmo suicídio? 
Para tornar o caso ainda mais estranho, Adam combina ir a um jogo com o pai, mas desaparece misteriosamente. Acreditando que o garoto está correndo grande perigo, Mike não medirá esforços para encontrá-lo.Quando duas mulheres são assassinadas, uma série de acontecimentos faz com que a vida de todas essas pessoas se cruzem de forma trágica, violenta e inesperada.

Resenha: Confie em mim, é um livro que somente pelo título ou pela capa, muitos devem achar que é mais um autoajuda, mas aí que vocês se enganam! Basta olhar mais atentamente para o livro e ver quem é o autor, Harlan Coben, o mestre dos mestres dos romances policias, que tiram o fôlego de leitores de todas as idades. Neste livro, Harlan traz um foco nas questões familiares, e induz uma reflexão: Até onde você iria por amor à sua família?
Mike, um excelente médico-cirurgião e Tia, uma funcionária de uma agência, formam uma bela família com os seus filhos Adam e Jill, mas nem tudo é o que parece ser. O casal está vivenciando um sério problema, Adam o filho mais velho de 16 anos está se comportando cada vez mais estranho e agressivo, eles achavam que estas atitudes são decorrentes do suicídio de Spencer, o melhor amigo de Adam. Decididos, Mike e Tia resolvem instalar um programa no computador do filho, e com isso, teriam um relatório sobre o que Adam pesquisava na internet, os e-mails que mandava ou recebia, os sites visitados e principalmente a conversa através das redes sociais. Invadir a privacidade de um alguém é um ato ilegal, mas naquele momento, era a única saída que tiveram para saber o que realmente estava acontecendo com ele.
Os relatórios eram enviados para os aparelhos celulares de Mike e Tia, até o dia em que viram uma mensagem, que dizia: Fica de bico calado que a gente se safa. Realmente, Adam estava metido em alguma confusão, e talvez este fosse o motivo do seu estranho comportamento. Mas tudo muda quando Adam desaparece sem deixar rastros, fazendo com que Mike, ao lado de seu amigo Mo arriscasse a sua vida para desvendar o mistério por traz de seu filho.
Enquanto isso, em outra região da cidade, um assassinato de uma jovem moça e o desaparecimento de uma mãe de família, deixam a polícia em alerta, ainda mais depois da suspeita de que haja um único culpado por traz destes acontecimentos.
O livro e cheio de estórias paralelas, como a de Susan Loriman, que esconde um segredo do marido há anos, e infelizmente o seu filho Lucas necessita de um transplante de alto risco de vida.
Besty Hill, ainda traumatizada pelo suicídio cometido pelo filho Spencer, começa a investigar o que realmente aconteceu naquela noite que fez com que ele levasse a ter tal atitude.
Yasmim, uma garotinha de 9 anos, não consegue superar o trauma que teve de seu professor Joe Lewinston, que sem querer em uma brincadeira, a zombou por ter muitos pelos no rosto. E a partir daí, nasce uma sede de vingança de Yasmin para com Joe.
O mais interessante é que todos estes acontecimentos irão se juntar em um só, a características mais marcantes nos livros escritos pelo Harlan Coben. Confie em mim é espetacular, e tenho certeza de que irá conquistá-lo na primeira página, para simplesmente chocá-lo na última. Não é um livro de difícil compreensão, e isso faz com que o leitor sinta-se mais interessado no decorrer da história. Recomendo!

Born To Die - The Paradise Edition: Lana Del Rey

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Para darmos início a esta nova coluna, nada melhor do que apresentar o relançamento do álbum "Born To Die", da estrela do indie pop, Lana Del Rey, a "Artista da Semana #5" aqui no blog Tales of Leo.
O relançamento ocorreu nos dias 12 e 13 de novembro, na Europa e Estados Unidos, respectivamente, mas por incrível que pareça, o álbum já havia vazado em versões demo, sendo revelado consigo, as 8 novas faixas produzidas por Lana, incluindo o single Ride. Então vamos à resenha de um dos álbuns mais viciantes que ouvi este ano.


♫♫♫♫

CD 1

01- Born To Die: O álbum começa com a minha canção preferida, o segundo single que fez com que esta talentosa cantora se sucedesse cada vez mais no mundo musical. Born To Die me conquistou por apresentar consigo, os sentimentos mais profundos de Lana , em um tom melancólico e triste. Além de possuir um dos videoclipes mais incríveis que já vi! 5/5

02- Off  To The Races: Desejada por muitos dos fãs para se tornar single, acabou ficando de fora da lista da cantora. A canção traz uma batida irresistível, e terminando com uma melodia totalmente diferente do que já tinha visto antes. Realmente a Lana me surpreendeu, conquistando nota total! Recomendo! 5/5

03- Blue Jeans: Outra canção que fiquei viciado facilmente, fazendo com que os vocais se tornassem diferentes das demais. A letra retrata bem os fortes sentimento de uma mulher pelo seu amado homem. Pode-se perceber esta paixão no refrão que diz: "Eu vou ter amar até o fim dos tempos". Que lindo! rsrsrs. 5/5

04- Video Games: Uma bela e emocionante balada que conquistou milhares de apaixonados pala música indie, pois além de apresentar um ritmo totalmente tranquilo, é uma música em que muitos fãs se identificaram através da maravilhosa letra. Admito que na primeira vez que eu a ouvi, não me senti atraído por completo, mas nas vezes seguintes, tornou-se um vício total. 5/5

05- Diet Mountain Dew: A quinta faixa do álbum pode ser considerada mediana, por não apresentar um ritmo atraente e que faça com que eu queira ouvi-la novamente, mas mesmo assim não chaga a ser ruim, somente não gosto muito dela. 4/5

06- National Anthem: Só tenho uma coisa a dizer sobre ela: P-E-R-F-E-I-T-A! Born To Die é recheado de  surpresas, e esta é uma delas. National Anthem tornou-se uma das minhas preferidas, trazendo uma letra baseada completamente nas questões políticas e econômicas da sociedade. A batida é tão envolvente e o refrão o mais realista possível! O videoclipe traz a história do presidente John Kennedy que foi assassinado enquanto fazia o seu passeio de carro ao lado da sua primeira dama (interpretada por Lana) pelas ruas de Washington. Uma canção inesquecível! 5/5

07- Dark Paradise: Para mim, esta devia ter virado single, mas não foi. Ela é simplesmente fantástica e prazerosa de ser escutada e percebi certos tons de melancolia no decorrer da música, em uma letra carregada de sentimentos. 5/5

08- Radio: Na primeira vez que eu a escutei, não fiquei muito animado em relação a melodia, mas somente depois consegui compreender a essência presente na canção, ainda mais em uma voz tão perfeita e sofisticada como a da Lana Del Rey. 5/5

09- Carmen: Acredito que seja uma das canções mais melancólicas do álbum. Aqueles que não curtem uma balada nem vão querer chegar perto de Carmen. Mas ela é bem legalzinha, e fez com que a letra ficasse em minha cabeça, e em momentos descontraídos eu começasse a cantá-la. 4/5

10- Million Dollar Man: Uma das quais menos escutei, pois no início eu a considerava chata e vazia, mas acabei me enganando. Com o passar do tempo ela tornou-se uma das minhas preferidas, principalmente pelos vocais da Lana ao longo da música. 4/5

11- Summertime Sadness: Fico até sem palavras quando vou descrevê-la, pois a cada segundo que se passa ao executar a música é uma surpresa sem fim! Envolvente, primorosa e cativante. Tenho certeza que conquistará os fãs da música indie pop. 5/5!

12- This Is What Makes Us Girls: Desde quando a escutei pela primeira vez já tinha se tornado um vício, pois o seu refrão não saía da minha cabeça, semelhante a Carmem, mas não sei porque atualmente não a ouço tanto. 4/5

13- Without You: A principal marca desta faixa são os vocais da Lana; que se apresentaram em perfeita sincronia com a melodia produzida. Fiquei impressionado quando a vi cantando Without You no iTunes Festival 2012, sendo digna de uma bela performance. 5/5

14- Lolita: De todas as músicas presentes no álbum, essa foi uma das que mais me marcou, por apresentar um estilo totalmente diferente das exercidas anteriormente, mostrando um outro lado da voz da Lana Del Rey. Um pouco de hip-hop misturado com indie pop. Gostei da combinação! 4/5

15- Lucky Ones: Os instrumentos presentes da música, como harpa, violino, piano e violoncelo, são os principais aspectos desta balada em total acordo com a belíssima voz desta talentosa cantora. Calma e especial, foi uma ótima escolha para terminar o álbum (Versão Deluxe). 4/5

CD 2

01- Ride: A primeira faixa do single do The Paradise Edition a ser liberada, foi um vício só! Não consigo parar de ouvi-la e vejo o clipe (curta-metragem) toda hora. Esta foi a música da Lana Del Rey que mais recebeu boas críticas das empresas musicais, inclusive a Billboard. Pode-se perceber certa maturidade em Ride e principalmente no clipe que foi praticamente feito pela Lana. 5/5!

02- America: Como sempre em suas produções, Lana faz questão de expor a sua nacionalidade e o amor que tem a sua pátria, os EUA, podendo ser representada nesta música que chega a ser legal e chata ao mesmo  tempo, mas não foi uma decepção para mim. 4/5

03- Cola: Algo bem irreverente produzido neste disco, que nunca vi. A letra parece um pouco estranha e polêmica, pois o refrão diz: "Minha vagina tem gosto de Pepsi Cola". Todos ficaram espantados com o que ouviram, e a explicação da Lana para este refrão é por causa do seu namorado, que disse que a vagina dela possui um gosto de Pepsi. Recentemente, Lana confirmou "Cola" como segundo single do Paradise Edition. Mal posso esperar para ver o que ela irá aprontar.4/5

04- Body Electric: Lana já havia cantado esse faixa no iTunes Festival 2012, e achei um pouco estranho o refrão: "Eu canto corpo elétrico". Tipo, como assim!? Mas tirando esse detalhe, pude perceber traços de dor e sofrimento enquanto a música tocava e gostei bastante! 5/5

05- Blue Velvet: Uma canção inesquecível, que me fez viajar aos anos 60 e vivesse todo o cotidiano e os costumes da população. É bem o estilo da Lana Del Rey apresentar temas que retomem ao passado. 5/5

06- Gods & Monsters: A música com a batida mais diferente que ouvi, começando com um estilo macabro e com um vocal bem parecido com o da cantora Lady Gaga. A letra possui toda uma história, e  podemos quase afirmar que esta faixa irá tornar-se single, ou melhor um curta-metragem, segundo Lana Del Rey. 4/5

07- Yayo: A primeira vez em que a ouvi, a considerava muito chata e ZzZzZz... Mas agora percebi a belíssima melodia presente na nesta música! Impossível não se emocionar ao longo da canção. Calma e relaxante, os dois principais aspectos presentes neste álbum. 4/5

08- Bel Air: A faixa totalmente contrária a Gods & Monsters, apresenta uma batida totalmente calma, com sons de violinos ao fundo, fazendo com que o ouvinte receba a sensação de tranquilidade que quer ser transmitida. Recentemente foi lançado o clipe promocional para Bel Air, seria mais alguma divulgação do  Paradise Edition. 5/5

09- Burning Desire (bônus): Vazada há um bom tempo, junto com Ride, apresenta um estilo próprio da Lana: voz perfeita, de acordo com os instrumentos usados e a sonoridade produzida. Não paro de ouvi-la e acabou se tornando uma das minhas favoritas, mas é uma pena que Burning Desire não entrou na lista de faixas do relançamento de Born To Die. 5/5!

Resumindo, Born To Die é o álbum que mais estou escutando atualmente. Suas músicas são excelentes, em uma voz tão linda como a da Lana Del Rey. É uma pena que tenha vazado, mas acredito que o público irá gostar bastante das novas faixas. Alcançando o 1º lugar nas paradas de 5 países, e chegando ao Top 10 de outros 11, as novas faixas já são consideradas um sucesso. O álbum tem os seus deslizes, mas mesmo assim avalio Born To Die - The Paradise Edition em 5/5!

Fiquem com o clipe de Ride