Contrast - Conor Maynard

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Oi pessoal!
Na resenha passada, eu trouxe para vocês um pouquinho de música indie, e agora venho com um disco do gênero pop/R&B. Contrast é o álbum de estreia do cantor britânico Conor Maynard. Talvez vocês não o conheçam muito bem, mas saibam que ele já foi indicado a algumas premiações importantes como EMA, onde concorria como Artista Revelação. Conor já foi critica várias vezes pela mídia por causa da grande semelhança musical e artística entre ele e o cantor canadense Justin Bieber. Mas não é só por isso que Conor Maynard iria fracassar em sua carreira, pois Contrast conseguiu alcançar o topo da parada britânica, a UK Albuns Charts.
O álbum é recheado de talentosos produtores, como Pharrell Willians e conta com participações especial da cantora britânica Rita Ora e o cantor, compositor e dançarino americano Ne-Yo. Conor Maynard ficou conhecido através do Youtube, onde fazia covers das mais diversas músicas, e agora vejam como foi o resultado final de Contrast.

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01- Animal: A faixa introdutória é acompanhada de uma eletrizante batida e alguns traços de hip-hop. Animal foi o meu maior vício em Contrast, não passava um dia sequer sem ouví-la. Mas de uns tempos para cá, ela acabou ficando ofuscada, isso pelo fato de que apesar de ser uma música dançante, ela é passageira, e agora às vezes passo quando é a vez dela. Mas isso não torna a faixa ruim, somente não uma das melhores. O seu videoclipe foi lançado recentemente, e posso dizer que para mim foi uma decepção total! Esperava mais do Conor... 4/5

02- Turn Around (feat Ne-Yo): Agora chegamos na minha faixa preferida do álbum, e sem dúvida umas das melhores parcerias do ano de 2012! O terceiro single de Contrast é sem dúvida uma canção onde não se acham defeitos, além de apresentar uma letra tão bem elaborada. A mistura dos vocais de Conor e Ne-Yo formaram uma bela sincronia de acordo com a batida, fazaendo qualquer um querer soltar a voz e cantar junto com eles. Podemos dizer que ao contrário de Animal, Turn Around possui o melhor clipe da carreira de Conor, e que para mim não pode ser comparado a nenhum do cantor Justin Bieber. 5/5!

 03- Vegas Girl: O segundo single a ser anunciado antes do lançamento de Contrast foi a que menos curti. Isso porque não me atraiu por completo, apresentando uma letra no estilo hip-hop, e bastante adolescente, onde o foco é sobre a 'Garota de Vegas'. Mas com o passar do tempo, acabei me acostumando com esse jeito Conor de ser, e agora quase não paro de ouví-la. 4/5.

04- Can't Say No: Foi a partir dessa música que acabei conhecendo Conor, desde a primeira vez em que a ouvi acabei me viciando por completo, talez pelo seu refrão tão chiclete que é quase impossível sair da sua cabeça. O primeiro single a ser lançado chegou ao número 2 da parada britânica UK Single Charts, mas é uma pena que não tenha entrado em nenhuma da parada americana, a Billboard. E é por isso que Can't Say No recebe nota total! 5/5.

05-Lift Off (feat Pharrell): Essa parceria foi a que menos me agradou, por causa da ausência do vocal de Pharrell durente a canção, fazendo com que a parceria tornasse quase desnecessária. Parece que a medida que a música toca, ela não se desenvolve, tornado-a chata e vaga. 3/5

06- Mary Go Round: Começando com uma melodia totalmente diferente das já produzidas por Conor, Mary Go Round possui um refrão que ao mesmo tempo pode ser viciante para uns ou chata para outros. Eu particularmente a aprecio muito, apesar de não ser uma das minhas favoritas. É acompanhada de ritmos agitados ao estilo hip-hop urbano. 4/5.

07- Take Off: Essa canção acabou me conquistando desde a primeiras vez em que a ouvi. Sua batida totalmente irresistível e atratente. Mas mesmo assim, ela não possui o conteúdo completo para virar single, e acredito que se isso aontecesse, talvez ela "morreria" nos charts. 4/5

08- Better Than You (feat Rita Ora): Esta é segunda melhor parceria do álbum, acompanhada da belíssima e talentosa cantora britânica Rita Ora. Adorei o jeito em que eles se interegiram durante a canção, apresentando um lado irreverente dos dois. Sua batida é altamente viciante, e até hoje não paro de escutá-la. A voz de How We Do (Party) fez um ótimo trabalho junto com Conor. Recomendo! 5/5

09- Another One: Possuindo um refrão tão bom quando o de Can't Say No, Another One virou uma das minhas preferidas, principalmente por explorar tanto os vocais de Maynard. Apesar de ser bem curtinha, essa canção deixa a sua marca no álbum, deixando-o tão atraente quanto as outras faixas. 4/5.

10- Pictures: Essa é uma música que não me chamou tanta atenção como as anteriores, isso por ter uma letra que não me apeguei, e achei chatinha... Mas não posso considera-la a pior do álbum, pois nela podemos perceber que Conor não veio para brincadeira, e mostra que sua voz é capaz de conquistar o fãs por todo o mundo como qualquer outro popstar. 4/5.

11- Glass Girl: Uma produção totalmente diferente das anteriores, Glass Girl traz um pouco de sofrimento em sua melodia, mas mesmo assim não a torna algo chato e sonolento, ao contrário. Uma inesquecível canção, e que tenho certeza de que você também irá apreciá-la. 5/5!

12- Just in Case: Um pouquinho chata, mas não faz com que estrague o encerramento do álbum Contrast. Mas somente não me senti atraído por ela, fazendo com que eu a pulasse sempre em que chegava nela. Just in Case é mais uma das músicas compostas por Maynard, e com isso sua melodia é um pouco mais lenta que a de Glass Girl, mas o seu refão apesar de não ser chiclete, não sai da minha cabeça. 4/5.

13- Headphones (faixa bônus): Até hoje não entendo porque Headphones não foi para a playlist oficial de Contrast. O seu refrão é tão viciante e "explosivo", acompanhado de batidas nem um pouco enjoativas. É praticamente o que Conor quis passar para seus fãs, algo divertido e atraente. Recomendo! 5/5.

14- Drowning (faixa bônus): Uma faixa em que novamente podemos ver os vocais do cantor a serem explorados ao máximo, não decepcionando os seus fãs e fazendo com que eles quisessem mais e mais. mas só acho a batida de fundo um pouco repetitiva e que não cola tão fácil. Drowning nunca foi uma das minhas preferidas, e acho que por enquanto ainda não vai ser. Penso que para essa faixa ser valorizada mais, talvez ela devesse vir como acústica ou demo. 4/5.

Fiquem com os clipes de Turn Around e Can't Say No

O Legado da Caça-Vampiro - Colleen Gleason

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Título: O Legado da Caça-Vampiro: Crônicas Vampíricas de Gardella
Editora: Jardim dos Livros
Número de páginas: 376
Avaliação: ♥♥♥
Sinopse: Vitória Gardella é jovem, linda e usa piercing no umbigo. Ela vive na Inglaterra do século XIX e herdou um legado: matar vampiros. Londres, 1810. Num ambiente que lembra os romances de Jane Austen, como Orgulho e Preconceito e Razão e Sensibilidade, uma jovem linda e sensual, Vitória Gardella, debuta na sociedade e precisa arrumar um marido rico. Mas Vitória parece viver 200 anos adiante de seu tempo. Quer levar vida independente. Usa piercing no umbigo. E herdou um terrível Legado – o de ser uma Venadora, ou caça-vampiro. Você não precisa esquecer tudo o que leu sobre vampiros, de Bram Stocker a Stephenie Meyer, mas vai se surpreender e se arrepiar com esse novo jeito elegante, erótico, sangrento e eletrizante de contar uma história.
  
Resenha: Para darmos continuidade às resenhas, apresento a vocês um livro que ganhei, e que possui um gênero totalmente diferente do meu gosto literário. O legado da Caça-Vampiro é mais um livro com criaturas sobrenaturais, resumindo, vampiros. Nunca me interessei por histórias deste tipo, mas dessa vez me arrisquei. Então vamos logo à resenha.
Vitória Gardella é a mais nova escolhida para a missão de caçar vampiros, e com isso ela possui a grande responsabilidade de levar consigo o nome da família, que nas gerações passadas também ajudaram os cidadãos de todo o mundo a ficarem livres dessas criaturas perigosas e traiçoeiras. Com a ajuda da sua sábia tia Eustácia, Vitória acaba se tornando uma legítima Venadora (caçadora), e carrega consigo uma estaca e em seu umbigo um piercing muito misterioso.
O mal se aproxima, e pessoas inocentes estão morrendo. A vampira mais perigosa de todos os tempos, Lilith, está cada vez mais forte e com mais sede de vingança. Seu pai, Judas Iscariotes, fora morto pelos Venadores.
Um estranho livro desperta a atenção de todos, gerando grandes conflitos entre as duas elites. O exército de Lilith está começando a ser formado, e os guardiões aliados às forças das trevas não estão facilitando a situação para a família Gardella. A irresistível Vitória apesar de sua sensualidade mostra que não será um vampiro que irá atrapalhar o seu plano de encontrar um jovem marquês para se casar. Este é só o início de uma longa jornada. Sangrento e sedutor, O legado da Caça-Vampiro irá agradar os fãs de Stefhenie Meyer.
Por mais que a história tenha um bom enredo, esse não é um dos meus livros favoritos, principalmente pelo fato de que os personagens não são nenhuns pouco atrativos e marcantes. Nunca gostei de contos sobre vampiros, e a partir deste livro reforço a ideia de que não devo mais me arriscar nesse tipo de leitura, que foi bastante cansativa e desgastante, porque parecia que quase nada se desenvolvia da maneira como eu esperava. Tudo isso se passa em um tempo de ladys e marqueses, o que fez com que eu não tivesse muitas esperanças para terminar o livro, mas com esforço consegui. Nem tudo na diagramação é ruim, contendo cenas de bastante ação e aventura.
Eu esperava mais da Colleen Gleason, por isso não pretendo continuar a série. Chega de vampiros!


Refúgio - Harlan Coben

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Título: Refúgio
Autor: Harlan Coben
Editora: Arqueiro
Número de páginas: 222
Avaliação:♥♥♥♥
Sinopse: Apresentado ao público pela primeira vez no suspense Alta tensão, Mickey Bolitar se vê obrigado a ir morar com seu tio Myron, um ex-agente do FBI, após testemunhar a morte do pai e internar a própria mãe numa clínica de reabilitação. Agora o rapaz precisa se esforçar para conviver com o tio, de quem nunca gostou muito, e ainda se adaptar ao novo colégio.
Para sua sorte, ele logo arruma uma namorada, a doce Ashley, que também é nova na escola. Quando sua vida parece estar entrando nos eixos, o destino lhe reserva uma surpresa: Ashley desaparece misteriosamente.
Determinado a não perder mais uma pessoa importante em sua vida, Mickey contará com a ajuda de seus novos amigos, os excêntricos Ema e Colherada, para seguir o rastro da namorada.
Para piorar, uma idosa reclusa da vizinhança lhe conta que seu pai ainda está vivo, sem dar maiores explicações. Quando esses dois mistérios se cruzam, Mickey descobre que está envolvido numa rede de intrigas que o levará a questionar a vida que acreditava ter.
Perspicaz e esperto como o tio Myron, Mickey está disposto a fazer tudo o que for preciso para salvar as pessoas que ama.
  
Resenha: Acho que vocês já devem ter percebido que sou fã de carteirinha dos livros do Harlan Coben, e por incrível que pareça, acabei ganhando Refúgio de Natal. Já faz um bom tempo que estou tentando lê-lo, e assim que abri o presente, já comecei a minha leitura, no que podemos dizer, acabou sendo uma das melhores que já tive! Então vamos logo a resenha de mais um eletrizante suspense criado pelo autor Harlan Coben.
Mickey Bolitar, um jovem de apenas 15 anos, sempre viveu viajando ao redor do mundo com os seus pais Kitty e Brad Bolitar. Até o dia em que seu pai resolve tomar a decisão de que eles deveriam ficar em somente uma cidade, para que Mickey conseguisse terminar o ensino médio e pudesse entrar em uma faculdade. Mas, todas essas expectativas mudam quando seu pai, Brad, sofre um acidente de carro, e acaba morrendo. Entrando em um constante colapso, a família Bolitar nunca mais seria a mesma, fazendo com que Kitty entrasse para o mundo das drogas, o que a levou para uma clínica de reabilitação. Sozinho e desesperançoso, Mickey não estava acreditando que tudo isso estava acontecendo, até quando o seu tio Myron Bolitar assumiu a responsabilidade de cuidar do sobrinho.
Mickey e Myron nunca se deram muito bem, sempre havia desavencas entre os dois, mas naquele momento, Mickey precisava de ajuda, mesmo que a companhia não fosse uma das melhores.
Morando na pacata cidade, onde seu tio e seu pai viveram os melhores momentos de suas infãncias, havia uma casa toda misteriosa localizada no fim da rua. As passoas diziam que a moradora era Dona Morcega, mas ninguém particularmente havia visto essa senhora alguma vez na vida. Todos menos Mickey. Quando andava em frente a casa e avistou a imagem de uma idosa de longos cabelos brancos que lhe disse: "Seu pai está vivo", e depois ela simplesmente desapareceu (Não é spoiler). Incomodado com aquilo, Mickey ficou cada vez mais confuso, mas não podia sair procurando pistas a qulaquer hora do dia, pois ele estava frequentando uma escola, e a partir daí tinha que ter mais responsabilidades.
Novato em seu colégio, Mickey acaba se apaixonando por uma garota, Ashley, que apesar de não ser popular, era uma das mais bonitas da classe. Mas tudo isso muda quando ela desaparece misteriosamente sem nunhuma prova. Disposto a resolver esse caso como um legítimo membro da família Bolitar, Mickey se junta a seus dois amigos, Ema e Colherada, que são duas pessoas praticamente excluídas da escola, mas com personalidades marcantes que encantam qualquer um.
Envolvido em uma série de intrigas, Mickey embarca em uma perigosa jornada acompanhado de seus amigos para descobrir o paradeiro de Ashley, a verdadeira identidade de Dona Morcega, e o que realmente aconteceu com o seu pai, Brad.
Refúgio é o primeiro livro da série de Mickey Bolitar, e só posso dizer que faz tempo que não tive uma leitura tão emocionante como essa, que fez com que eu perdesse minha noite de sono por não conseguir parar de pensar nos personagens e principalmente em seu desfecho, que para mim foi um dos melhores já produzidos. Harlan Coben conseguiu trazer para os leitores uma história mais adolescente, bem diferente dos demais livros já produzidos por ele, pois nessa série, não apresenta cenas de sexo e até mesmo palavrões.
Infelizmente, encontrei alguns detalhes durante a leitura que precisam ser lembrados, como em relação aos personagens e as situações em que vivem, às vezes soando como clichê, mas não é nada que torne a história ruim ou não original. Ao contrário, pois Harlan conseguiu criar um enredo incrívelmente atraente, que faz qualquer um começar a ler e não querer parar mais! Inesquecível e chocante, Refúgio vai fazer você passar madrugadas em claro.