Me. I Am Mariah... The Elusive Chanteuse - A volta de Mariah Carey

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Quem nunca ouviu falar da Mariah Carey? Uma das maiores revelações do cenário musical na década de 90, seguiu uma carreira de luxo e sucesso com seus inúmeros prêmios acumulados com o passar dos anos, entre eles, 5 grammys, incluindo Artista Revelação, 18 números #1 na tabela da Billboard Hot 100, incríveis 200 milhões de discos vendidos ao redor do mundo, além da sua potência vocal de 5 oitavas caracterizada pelos irresistíveis whistles acompanhados de suas belas canções.


Mariah se tornou um ícone mundial, e uma grande referência para o mundo da música, em que muitos artistas já admitiram ser influenciados pelas suas baladas românticas. Mesmo depois de muitas idas e vindas, altos e baixos, Mariah Carey tinha planos de lançar seu 14º álbum de estúdio no verão de 2012, e até chegou a lançar seu first single Thriumphant (Get 'Em) em parceria com os rappers Rick Ross e Meek Mill, mas a canção teve um péssimo desempenho e não conseguiu ao menos entrar no Hot 100, mas pelo incrível que pareça, alcançou o 1º lugar na parada Hot Dance Club Songs da Billboard, nada muito relevante, mas estava valendo. Após o fraco desempenho, Mariah não se satisfez com o ocorrido e resolveu voltar ao estúdio para dar os seus famosos retoques no tão aguardado álbum, e acabou adiando-o por um bom tempo. 
Durante todo esse período, Mariah participou como jurada do reality show American Idol e aproveitou o momento para lançar outro single, #Beautiful, em parceria com o cantor de R&B, Miguel. O programa realmente deu base para que a música decolasse para o top 5 do iTunes americano, e conseguisse um número de vendas satisfatório, resultando no certificado de platina e um peak #15 da canção no Hot 100, uma ótima posição comparada à tentativa anterior. Mas, infelizmente, Mariah adiou mais o álbum, supostamente nomeado The Art Of Letting Go,  que tinha previsão de lançamento para o meio do ano passado. Acho que nunca fiquei tão aborrecido com tantos adiamentos, mas não havia outra maneira a não ser, esperar.
Finalmente esse ano podemos ter em nossas próprias mãos esse incrível álbum chamado Me. I Am Mariah... The Elusive Chanteuse. Um título não muito comum de ser ver, mas característico da cantora, que sempre consegue nos surpreender de alguma forma. Eu, particularmente não agradei com a escolha, soa quase como um álbum auto-intitulado. Ainda me questiono por que não deixaram The Art of Letting Go como título oficial, mas, agora, todo o trabalho está feito.
O que posso dizer das capas? Bem... elas repercutiram muito, principalmente entre os sites de música e fofocas. Por quê? Simplesmente pelo fato do possível excesso de photoshop que elas tinham. Mas, sinceramente, não acho que Mariah tenha feito a sessão de fotos este ano, quando o seu peso está um pouco acima do comum para a cantora. Acredito que todo o trabalho com as capas tenha sido feito durante o final do ano passado, junto com a arte de The Art of Letting Go, mas, qual a importância deste quesito? Nenhuma. A indústria midiática sempre dá ênfase em aspectos irrelevantes e ainda sim conseguem lucrar por trás disso, criando, assim, um padrão de beleza.
Agora, o que este esperado álbum trouxe para todos? Mariah como sempre, não deixou de nos surpreender, e conseguiu fazer um dos melhores álbuns de sua carreira, trazendo baladas eletrônicas de R&B acompanhados de belas notas de piano, o que eu, particularmente adoro. O que mais gostei dessa fase da Mariah, foi não deixar ser levada pelo estilo musical do momento, como podemos dizer, o que é modinha.
Dentre todas as faixas da tracklist, o que me deixou um pouco desapontado, foi o fato de Mariah ter regravado as canções It's a Wrap e Betcha Gon' Know, todas as duas do álbum Memoirs of an Imperfect Angel, lançado em 2009 pela própria cantora, porém as regravações contaram com a presença de Mary J. Blige e R. Kelly. Houveram algumas alterações durante a canção, claro, mas achei desnecessário a entrada delas no álbum, mesmo na versão deluxe. Se levarmos em consideração o tempo o disco demorou para sair, podemos dizer que, era melhor ter novas músicas ao invés dessas regravações.
The Elusive Chanteuse conta com as faixas #Beautiful, You're Mine (Eternal) e The Art of Letting Go, lançados anteriormente, além disso, traz o seu mais novo single You Don't Know What to Do com participação do rapper Wale. Posso dizer que esta é a minha faixa favorita de todo o álbum e tenho certeza que se for bem trabalhada durante o período de divulgação, pode trazer bons resultados para a cantora. Ainda há outras promessas de futuros hits, como por exemplo Supernatural, que conta com a incrível participação de Moroccan e Monroe, os filhos da diva. A faixa é simplesmente harmoniosa com os vocais dos pequenos, eles mostraram que são muito mais afinados do que alguns artistas por aí.
Podemos dizer que Me. I Am Mariah ... The Elusive Chanteuse foi um álbum que agradou a grande maioria dos fãs que e principalmente a indústria fonográfica, recebendo nota 68 no Metacritic, umas das maiores de sua carreira. Pelo lado conceitual temos bons resultados, mas por outro... As vendas de The Elusive Chanteuse não foram nada satisfatórias. O álbum vendeu apenas 58 mil cópias em sua semana de estreia, o pior desempenho de Mariah. O disco vendeu menos que Glitter (110.000 cópias) em 2001, trilha sonora para o filme estrelado por Mariah Carey, Glitter: O Brilho de uma estrela. Mesmo com suas 58 mil cópias, o álbum conseguiu debutar em #3 na Billboard 200, ficando atrás de Coldplay e do cantor country Brantley Gilbert. Agora, o que pode ter causado este abalo? Bem, acredito que as estratégias de marketing apesar de terem começado a serem intensa, não deu muito certo no final. Ainda não consigo entender como o Jermaine Dupri é o produtor de Mariah. Ele trabalhou duro durante a volta de Mimi em 2005, mas atualmente ele já não tem tanta credibilidade como antes, o que pode ter prejudicado em alguns aspectos, junto também, com o descaso da própria Mariah, que não divulgou seu material o suficiente em programas de televisão, isso sem contar a falta de responsabilidade ao causar um atraso de 4 horas na premiação World Music Awards, pelo fato de não ter chegado no horário programado. Dar uma atrasada básica é até interessante, mas... 4 horas?
Enfim. Estou bastante satisfeito com todo o trabalho realizado neste aclamado álbum, mas espero que seu conteúdo não seja esquecido ou deixado de lado pela gravadora. Quero ver mais singles vindos dele, mesmo que não tenha o desempenho esperado por muitos. Mariah é uma artista fantástica! Seu legado jamais será esquecido e acho que ela já deve estar cansada de toda essa agitação de divulgar material e se preocupar com as tabelas. É claro que ela precisa ter a atenção devida em relação ao álbum, mas, pra quem já tem mais de vinte anos de experiência, milhões de discos vendidos e 79 semanas em número #1 no Hot 100, creio que não há outro objetivo a ser alcançado. Mas não custaria nada passar mais um tempo no topo. (rsrsrs)
Espero que tenham gostado da minha resenha. Faz muito tempo que não escrevo por aqui, mas acho que não estou tão enferrujado. O que falta fazer agora é comprar o meu disco de Me. I Am Mariah... The Elusive Chanteuse, é claro!

Fiquem com a performance de You Don't Know What to Do no Today Show